quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Lei do Tempo de Direção: Três mil postos não é suficiente para atender caminhoneiros

A Lei 12.619/2012 , que estabelece, entre outros direitos, o limite de tempo de direção dos caminhoneiros e o descanso obrigatório entre jornadas, está sendo muito questionada por autônomos e transportadoras que alegam não ter local de parada com segurança.
 

O Estradas.com.br foi buscar junto as distribuidoras algumas informações sobre a realidade atual dos postos de rodovia voltados para o segmento de pesados.  Principalmente, considerando que os postos de rodovia são a segunda moradia do caminhoneiro.

A Shell  informou que sob sua bandeira são 600 postos de rodovia, sendo que 315 vão ostentar a assinatura do projeto Irmão Caminhoneiro Shell , que está sendo ressucitado.

A Ipiranga informou a presença em 600 postos de rodovia, sendo que 185 estão dentro do padrão Rodo Rede, outra iniciativa antiga que ganha nova cara mas mantém os mesmos conceitos.

A BR (Petrobrás) registra 1.500 postos em rodovia, com estrutura, em maior ou menor grau, para atender caminhoneiros. O projeto Siga Bem Caminhoneiro, que chegou a contar com mais de uma centena de postos, hoje está reduzido a pouco mais de 30. Naturalmente, como as demais distribuidoras, com nova roupagem.
A jovem ALE  informou a existência de 300 postos de rodovia em 21 estados. Portanto, no somatório das distribuidoras são cerca de 3.000 postos de rodovia. Naturalmente, alguns com mega-estruturas e pátios para mais de 200 caminhões e outros com capacidade para uma dezena de veículos. Isto significa um posto de rodovia a cada 66 km admitindo-se que a malha atual pavimentada esteja em torno dos 200.000 km.
Os números mostram que já existe uma boa base de locais para realizar as paradas. Naturalmente que a demanda aumenta, na medida em que a lei obriga descanso entre jornadas de 11h00. Muitos trechos já apresentavam pátios dos postos lotados e caminhões no acostamento, mesmo antes da entrada em vigor da lei.

A questão da segurança preocupa caminhoneiros, transportadoras, postos, autoridades, seguradoras, dentre outros. Entretanto, nenhum dos segmentos envolvidos pode alegar que foi surpreendido pela lei. A questão do tempo de direção já está em pauta para ser aprovada desde 1996.

Muitos líderes de movimento de caminhoneiros e transportadoras alegam que os postos estão cobrando estacionamento. Essa não é a realidade de mais de 99% dos postos de rodovia do país, embora seja uma tendência, como admite Ricardo Hashimoto, do Diretor de Posto de Rodovia da Fecombustíveis. Entidade que congrega sindicatos de postos de combustível.


E há razões para a implantação da cobrança. Atualmente os caminhões são cada vez maiores, ocupam mais espaço nos pátios,  e o consumo de combustível, que seria a contrapartida dos postos caiu muito. As explicações são relativamente simples: muitas transportadoras tem tanques instaldos na garagem e seus caminhões abastecem na própria empresa, além disso, tanques de combustível adicionais, muitos instalados de formar irregular, aumentam a capacidade dos caminhões.

A consequência é que os postos precisam buscar alternativas para sobreviver. Afinal, é complicado atender  quem não abastece, ocupa cada vez mais espaço e utiliza área que deveria ser usada pelos verdadeiros clientes. Posto é atividade comercial que precisa de lucro, como qualquer outra atividade.

Curiosamente, embora os proprietários de postos não gostem de mencionar o assunto, as distribuidoras, que deveriam ser parceiras tem agido muitas vezes como concorrentes. Com sistemas que permitem rastrear as transportadoras que mais consomem combustível nos postos, as distribuidoras tem oferecido os tanques paras as empresas e os postos ficam sem o cliente.

A BR criou até o Projeto Cais, concebido dentro da empresa, que formava cooperativas de transportadoras utilizando espaço da BR, fechado com segurança e combustível mais barato. O impacto nos postos de rodovia, onde são instalados o CAIS, era imediato. Embora esteja com a expansão contida, devido a mudanças momentãneas na política da empresa, a simples menção da abertura de um Cais já deixa muito dono de posto com a sensação de que seu negócio vai á pique.

Além disso, há uma proliferação de tanques de combustível com capacidade inferior a 15.000 litors, instalados sem o menor critério e controle ambiental, em terrenos, empresas, condomínios, indústrias, etc...

Como bem observa Giancarlo Pasa, da rede de postos Túlio, do Paraná, a competição é desigual  porque os postos são obrigados a atender inúmeras exigências ambientais  e cumprir exigências técnicas sofisticadas. “Queremos que exijam as mesmas condições para todos e não apenas os postos.” . Giancarlo lembra que no passado quase 70% do diesel no Brasil era vendido em postos, atualmente está em torno de 50%.

Os postos de rodovia investem em estruturas gigantescas para atender os caminhoneiros. No Mato Grosso, Aldo Locatelli, que possui vários postos de grande porte, com média de 100.000 m², suficientes para receber com folgar mais de 200 caminhões, acredita que a lei poderá causar grandes transtornos, pois não existem muitos postos com estruturas adequadas para atender os caminhneiros.

Crítico dos “teóricos” que elaboram leis sem conhecer a realidade da estrada, Locatelli lembra a absurda proibição de pagamento de frete em dinheiro ou cheque. “ Ajudo o caminhoneiro oferecendo transporte para a cidade. Levamos ele ao banco para retirar dinheiro, para que possam pagar suas despesas na viagem.” E reforça a importância da vivência prática: “Eu vivo do caminhoneiro, conheço seus problemas, fico horas ouvindo o que eles estão enfrentando.”

Existem muitos terrenos, galpões,  as margens das rodovias que podem ser usados para estacionamentos. Naturalmente que, pelo custo e  pouca áreas livres,  perto de grandes centros, tudo fica mais mais complicado.
Os próprios postos de rodovia que podem ampliar estacionamentos mas precisam de receita paa justificar o investimento. Pode ser  através de consumo de combustível ou na área de alimentação,  e até  pela cobrança do uso do estacionamento.

Segundo apuramos com proprietários de grandes postos de rodovia, para pavimentar um estacionamento que atenda cerca de 200 caminhões, com iluminação adequada, é necessário investir pelo menos R$ 5 milhões, sem contar o terreno de cerca 50.000 m².

Para que se tenha uma idéia, a construção de 300 postos, em rodovias federais pavimentadas, média de 01 a cada 200 km, custaria cerca de R$ 1,5 bilhão para atender por noite aproximadamente 60.000 caminhões, equivalente a  menos de 10% dos que se estima estejam nas estradas todos os dias.

A construção de áreas de estacionamento estava prevista na concessão de várias rodovias, como a Dutra, principal ligação entre Rio e São Paulo, mas , na maioria dos contratos, essas obras foram trocadas pela ANTT por outras obras. O mesmo foi ocorrendo nas concessões estaduais.

Estacionamentos das concessionárias nas rodovias, ou mesmo dos governos, também não é garantia de solução. Na rodovia Dom Pedro I (Campinas – Jacareí), três dessas áreas foram fechadas pela concessionária Rota das Bandeiras, porque  estavam se tornando ponto de prostituição e venda de drogas.

Portanto, é preciso soluções rápidas em termos de espaço, mas será necessário garantir segurança. No Brasil real isso significa que somente cobrando por estacionamento e segurança, em áreas fechadas e administradas por postos ou outras empresas, será possível resolver a questão.  Esse custo vai passar para o frete , deverá ser pago pelo embarcador (dono da carga) e no final das contas pelo consumidor. Não há como fugir desta realidade.

Acreditar que de vamos ter áreas gigantescas para estacionar caminhões, com toda segurança e grátis, é o mesmo que acreditar que um posto que vende muito mais barato que todos os concorrentes , está trabalhando com  combustível de qualidade.

Esperar que o Governo resolva a questão também não é possível. Afinal, Governo Federal somente pode cuidar de 1/3 das malha rodoviária, o restante são rodovias estaduais. Além do mais, num país em que faltam escolas, hospitais, saneamento básico, segurança pública,  é impossível justificar políticamente  que o Governo tem que investir em estacionamentos gratuitos para caminhões.
O que fica evidente é que a sociedade terá um custo incial mas o limite de tempo de direção vai salvar vidas, reduzir acidentes, diminuindo o custo econômico, inclusive do transporte e principalmente humano.

Grupo Belarmino compra 310 ônibus Mercedes-Benz


A Mercedes-Benz concluiu recentemente a negociação para venda de 310 ônibus Euro 5 para o Grupo Belarmino, um dos maiores conglomerados de empresas de ônibus do Brasil e um dos maiores e mais tradicionais clientes da marca.
Para as empresas Rápido Luxo Campinas e Nossa Senhora de Fátima Auto-Ônibus – que atuam no transporte urbano, intermunicipal, fretamento e de turismo nas regiões de Campinas e de Bragança Paulista, no interior de São Paulo – o Grupo Belarmino adquiriu 210 unidades do chassi OF 1721, 10 chassis LO 916 de microônibus, 40 unidades do O 500 RS e mais 10 unidades do O 500 RSD.
Para a Viação Ouro Verde, que opera na região de Campinas e Sumaré, foram direcionados 40 ônibus articulados O 500 MA, com carroçaria Comil Doppio BRT, especialmente concebidos para corredores exclusivos dos sistemas de transporte coletivo urbano de grande número de passageiros.
“A compra desse significativo volume de chassis Mercedes-Benz faz parte da nossa estratégia de renovação e ampliação de frota. Nos últimos quatro anos, temos adquirido, em média, de 500 a 600 ônibus por ano, o que nos permite oferecer um serviço com qualidade e conforto cada vez maior para os usuários das nossas linhas regulares, como também de fretamento e turismo”, afirma Belarmino Marta, presidente e fundador do Grupo.
“Desta vez, estamos incorporando à nossa frota mais um grande lote de ônibus Mercedes-Benz com tecnologia BlueTec 5, que, além de atender à nova legislação Euro 5 de redução de emissões, se mostrou mais vantajosa ao proporcionar menor consumo e melhores resultados operacionais”, diz o empresário. “Ter carros novos na nossa operação significa também menor custo de manutenção e, nesse ponto, os atuais Mercedes-Benz se destacam ainda mais, em função do aumento dos intervalos de troca de óleo e dos prazos de manutenção preventiva”.
Cliente da Mercedes-Benz há mais de 50 anos, Belarmino Marta afirma que mais de 90% dos veículos de toda a frota de suas empresas levam a estrela de três pontas. “Eu comecei com um LP 312, em 1961. Essa já é uma marca consagrada no transporte de passageiros no Brasil. Crescemos juntos e sempre contribuímos com o desenvolvimento do setor”, diz ele.

Rota das Bandeiras realiza obras de recuperação no pavimento entre o Shopping Parque Dom Pedro e Ceasa


A partir de hoje, a rodovia D. Pedro I terá interdições parciais no tráfego entre os km 137 e 141, trechos entre o Shopping Parque Dom Pedro e o Ceasa. Os bloqueios acontecem por sete dias para obras de recuperação especial do pavimento.
Os trabalhos serão somente na faixa da direita da rodovia e iniciados pela pista norte (sentido Anhanguera).  Na sequência, a Concessionária inicia o mesmo serviço na pista sul (sentido Jacareí). O início da obra depende das condições climáticas.
Em junho deste ano, a Rota das Bandeiras iniciou a recuperação especial do pavimento da Dom Pedro I entre os kms 113 (divisa de Itatiba com Valinhos) e 145 (Campinas), com um investimento total de R$ 25 milhões. Por ser um trecho longo, a concessionária realiza interdições em espaços alternados, como uma forma de afetar da menor maneira possível o tráfego na via.
Marginais
O trabalho entre o km 137 e o km 141, em ambos os sentidos, tem previsão para ser concluído em dezembro. Até lá, a empresa solicita que os usuários evitem o trecho. Para quem obrigatoriamente necessita da rodovia, a orientação é utilizar os acostamentos, presentes em toda a extensão nesta etapa da obra.

Volvo recebe prêmio inovação em engenharia mecânica por ônibus híbrido



Veículo foi analisado por profissionais da PUC, UFRGS, Unisinos e Fetc
A Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul elegeu o ônibus híbrido Volvo como o melhor em engenharia mecânica na premiação “Inovação em Engenharia 2012”. “É uma honra para nós receber este prêmio, pois somos a única empresa de fora do Rio Grande do Sul, um Estado que tem uma indústria mecânica forte”, declarou o gerente da linha de urbanos da Volvo Bus Latin America, Euclides Castro.
Além da Volvo, outras seis empresas foram premiadas, todas do Rio Grande do Sul. Os projetos das empresas foram avaliados por uma equipe técnica formada por engenheiros da Faculdade de Engenharia da PUC – RS, da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Unisinos e da Faculdade de Tecnologia – Fetc.
Segundo a Volvo, o ônibus híbrido é produzido com uma tecnologia que permite uma economia de combustível de até 35% e reduz em 90% as emissões de gases poluentes, em relação aos ônibus com tecnologia Euro 3, que estão em circulação atualmente. Outra vantagem do veículo, aponta a fabricante, é que ele não emite ruído em cerca de 30% a 40% do tempo de operação.
Chamada de “Híbrida em Paralelo”, a solução híbrida foi projetada para um ônibus com dois motores, um a diesel e outro elétrico, que funcionam em paralelo ou de forma independente. O motor elétrico é utilizado para arrancar o ônibus e acelerá-lo até uma velocidade de aproximadamente 20 quilômetros por hora, e também é usado como gerador de energia durante as frenagens.
O motor diesel entra em funcionamento em velocidades mais altas. A cada vez que se acionam os freios, a energia de desaceleração é utilizada para carregar as baterias. Quando o veículo está parado, seja no trânsito, em pontos de ônibus ou em semáforos, o motor diesel fica desligado.

Mercedes-Benz vende mais de 2.000 veículos para o governo

O governo federal efetivou a compra de 2.102 veículos da Mercedes-Benz, com entregas iniciadas em agosto passado e previstas para ocorrer até o final de 2013.
Do total de veículos comercializados, o Exército Brasileiro absorveu 1.567 caminhões Atego 1725 4×4; a Marinha receberá 110 unidades do mesmo modelo; 25 unidades do Atego 1726 4×4 serão encaminhados à Aeronáutica; e 400 ambulâncias Sprinter para o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) do Ministério da Saúde.
“Essa expressiva venda reafirma a posição de nossa Empresa como tradicional fornecedora de veículos comerciais ao governo brasileiro. Os produtos da nossa marca são reconhecidos nos mais diversos órgãos pela qualidade superior, versatilidade de uso, robustez e resistência para as mais severas aplicações, além do reduzido custo operacional, que assegura eficiência e excelente relação custo/benefício nas atividades de transporte”, garante Joachim Maier, vice-presidente de Vendas da Mercedes-Benz do Brasil.


O Diabo leva Ferraris e Maseratis


A expressão “caminhão dos infernos” nunca se fez tão presente quanto agora. Isso porque a transportadora italiana Mazzoleni E. Pennella encomendou um caminhão International LoneStar personalizado à Regional International Corp, de Gênova, na Itália.
Batizado de “The Devil” (O Diabo em português), o caminhão irá operar como cegonheiro no transporte de automóveis de luxo das marcas Ferrari e Maserati entre as fábricas e a rede de concessionárias das marcas na região.
Acompanhe o processo de transformação deste caminhão nas imagen abaixo